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Câncer de mama e gestação

O câncer de mama na gestação:

 

O câncer de mama é um dos tumores mais prevalentes na mulher. O câncer de mama associado à gestação é aquele diagnósticado  durante ou até 12 meses após o parto e sua incidência é baixa, entretanto nos últimos 20 anos tem sido observado um aumento progressivo em sua incidência. Possiveis explicações para esse aumento seriam o aumento geral no aparecimento do câncer de mama e a tendência  das mulheres de adiarem a gestação.

As alterações normais da gestação como o ingurgitamento mamário poderiam contribuir para o atraso diagnóstico observado nesse período. O câncer de mama durante a gestação pode ser diagnosticado através da mamografia , no entanto possui baixa sensibilidade  por conta do aumento da densidade mamária durante a gestação. A ultrassonografia constitui-se no exame de imagem de escolha , nos casos de nódulos observados na gestação, por sua alta sensibilidade e ausência  de emissão de raio-X. Dessa forma um nódulo sólido diagnosticado nesse período merece uma biópsia para não perder a chance de um diagnostico precoce.

O tratamento cirúrgico do câncer de mama na gravida não diferi  da paciente não gravida, tanto a cirurgia conservadora, aquele que preserva a mama, quanto o tratamento  radical, a mastectomia, devem ser escolhidos de acordo com critérios usuais. Naquelas  pacientes com indicação de quimioterapia , esse tratamento pode ser iniciado após o primeiro trimestre da gestação, enquanto a radioterapia , pelos riscos de aborto e malformações fetais, é deixado para depois do parto. Parece que o pior prognóstico atribuído ao câncer de mama associado à gestação deve-se ao seu atraso diagnóstico. Assim é fundamental o exame das mamas durante o pré-natal  e no período pós parto. O diagnóstico de um nódulo deve ser prontamente investigado  através de exames de imagem e possível biópsia . A confirmação de câncer deve ser seguida de encaminhamento a um especialista.