Prolapso Genital

Prolapso genital ou prolapso dos órgãos pélvicos, acontece quando os músculos e ligamentos do assoalho pélvico se tornam distendidos e flácidos, saindo de suas posições normais na pelve e descendo para a vagina ou região externa. Essa flacidez acaba fazendo com que o suporte ao útero não seja adequado,além de restringir as atividades normais das mulheres e possuir grande impacto negativo na autoestima e qualidade de vida. A prevalência estimada é de 21,7% em mulheres de 18 a 83 anos, chegando a 30% nas mulheres entre 50 e 89 anos. Aos 80 anos, 11,1% das mulheres têm ou tiveram indicação cirúrgica para correção do prolapso genital ou de incontinência urinária.

Classificação:

Os termos cistocele, retocele, uretrocistocele, prolapso uterino, retocele e enterocele são tradicionalmente usados para descrever a localização da protrusão. Apesar de esses termos estarem profundamente enraizados, clinicamente é mais útil descrever o prolapso como por exemplo: prolapso da parede vaginal anterior, prolapso apical da parede vaginal, prolapso cervical, prolapso da parede vaginal posterior, prolapso perineal e prolapso retal.
Fatores de risco:

- Gestação

- Parto vaginal

- Envelhecimento

Sintomas:

Muitas mulheres são assintomáticas, ou seja, não apresentam qualquer sinal ou sensação decorrente do prolapso uterino. No entanto, aquelas que apresentam sintomas podem sofrer com pressão, peso, sensação de algo saindo pela vagina e, algumas vezes, a visão de “algo para fora”.

Tratamento:

Para as mulheres sintomáticas o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. A escolha vai depender do tipo e gravidade dos sintomas, da idade e doenças associadas, do desejo de função sexual preservada e/ou fertilidade e dos fatores de risco para recorrência. Como abordagem conservadora , não cirúrgica, existem a fisioterapia e o uso de pessário(dispositivos de silicone colocados na vagina que servem de apoio para os órgãos prolapsados). O tratamento cirúrgico está indicado se a condição causar algum sintoma ou disfunção que interfira nas atividades normais da paciente. Pacientes com pequenos prolapsos não associados a outras anormalidades ginecológicas  e sem manifestações clínicas ao invés de serem imediatamente submetidas ao tratamento  cirúrgico devem ser acompanhadas quanto à evolução.

Prolapso genital-Revisão. Maria Inês de Miranda Lima. Claudia Teixeira da Costa Lodi...